"A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo..."
Li isso, e fiquei aqui pensando... Há algum tempo, venho tentando reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha interna, confesso.
Acredito... se eu fiz o trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária... Não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência no meu filho, como uma droga, a ponto de ele não conseguir ser autônomo, confiante e independente. Sei que está pronto para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar as frustações e cometer os próprios erros também.
Em “momentos chaves” da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical... Sei que, o que ele precisa é ter certeza de que estarei sempre aqui, firme, concordando ou não... no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Esse tem sido meu maior desafio e por consequência, minha maior missão. Ao aprender a ser ‘desnecessária’, me transformo em porto seguro para quando ele decidir atracar.
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